
Meu maior objetivo com esse blog e com todo tipo de arte que faça, principalmente com a música, é vibrar frequências de paz e harmonia através palavras ou de um som contagiante e ao mesmo tempo apaziguante, um paradoxo que renova a alma, como um verdadeiro banho de cachoeira. Se isso não existir, pra mim não existe arte.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Primeiro Beijo

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Contentamento
Há muitos e muitos anos, o rei de um país distante andava triste. Um de seus conselheiros sugeriu que ele usasse a camisa de uma pessoa feliz para se tornar feliz também. A procura começou, mas parecia difícil encontrar alguém capaz de estar sempre alegre e contente. Finalmente, os emissários reais ouviram falar de um homem simples, que morava do outro lado da montanha, e foram encontrá-lo. Ficaram surpresos ao vê-lo, trabalhando sem reclamar, sorrindo ao recebê-los. Conversaram, e ele concordou em ver o rei. Na sala do trono, o rei tristonho aguardava, já sem esperanças. Talvez não existisse um ser verdadeiramente feliz. Entrevistara tanta gente. Sempre havia um pedido, uma reclamação, uma tristeza secreta embutida em alguma prega da memória ou da ambição. Será que não haveria na Terra uma criatura que sorrisse sem malícia, que falasse sem nenhuma intenção? Os arautos reais anunciaram a chegada da comitiva. O rei se aprumou no trono, andava cabisbaixo. Os ministros estavam cansados de convidar artistas e já tinham trocado mais de 15 "bobos da corte". De bobos eram chamados os que deveriam fazer a corte rir. Palhaços. Geralmente, pessoas muito sábias, cuja intenção era alegrar e até mesmo aconselhar, de maneira sutil e risonha, nas decisões finais. Conhecedores dos corações e das mentes de seus senhores, sabiam segredos íntimos. Entretanto, suas cabeças sempre dependiam das risadas que tiravam dos soberanos. Os bobos daquela corte não conseguiam do rei mais do que um sorriso. O rei sentou-se e viu com surpresa o homem entrar. Era grande, truculento e estava suado. Sorria ao reverenciar o monarca ali assentado. "Aproxime- se! Você é uma pessoa feliz?", perguntou o rei. O homem respondeu que sim. "Você veio ao meu castelo, pode falar comigo. Há alguma coisa que o incomode, alguma tristeza ou problema, alguma reivindicação, alguma reclamação, algum ódio do passado, algum rancor guardado?", continuou o monarca. O homem disse: "Não, majestade! Respiro a cada instante e isso me basta. É verdade". "Você não gostaria de comer coisas raras e deliciosas, banhar-se em leite, ser acariciado pelas mulheres mais belas do reino? Não gostaria de possuir terras, casas, gado, plantações? Não seria bom ter poder de controlar e de matar? Algo falta, com certeza, diga o que é", insistiu o soberano. O homem mais uma vez disse que nada lhe faltava. Seu olhar era límpido e sereno, parecia verdadeiro. Finalmente, haviam encontrado um homem feliz. Conta essa história antiga, do tempo de minha infância, que o rei pediu ao homem que entregasse sua camisa. Porém, ele não possuía uma. Há quem pense que alegria, felicidade e contentamento dependem de roupas, objetos, lugares, conhecimentos. Alguns acreditam que podem encontrá-los nos cargos, no status. Outros depositam suas esperanças de felicidade em amores, relacionamentos. Entretanto, a capacidade de ficar satisfeito é interna e profunda. É estar contente pela existência em si. Tudo o que pode acontecer faz parte de nossa vida. Nada temos a excluir, nada temos a desejar.Buda, em seu último sermão, pouco antes de morrer, disse a seus discípulos que quem conhece a satisfação penetra a grande sabedoria suprema. Estar contente e satisfeito não é apenas ficar rindo à toa. É uma sensação profunda que vem do encontro com si mesmo. Sofrimentos e alegrias, dores e prazeres, falta e abundância, reconhecimento e injustiças, tudo isso existe em dualidade. Ao encontrar a unidade, o sábio sente piedade por quem ainda se encontra fragmentado e partido, triste e desenxabido.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Essencialmente diferentes...

"Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos
inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a
nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de
uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença
que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades."
(Boaventura de Souza Santos)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Simples, direto e atual.

"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remádios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos veremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas quenão se lembrarão para que servem.
Por Dr.Dráuzio Varella
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
...direção à felicidade.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
À Moda de Deus
No meu modo de ver, todas estes questionamentos laboram num equívoco epistemológico de base que é o de quererem plantar Deus e a religião no âmbito da razão.
O lugar natural da religião não está na razão, mas na emoção profunda, no sentimento oceânico, naquela esfera onde emergem os valores e as utopias. Bem dizia Blaise Pascal, no começo da modernidade:"é o coração que sente Deus, não a razão"(Pensées frag. 277). Crer em Deus não é pensar Deus mas sentir Deus a partir da totalidade do ser.
Rubem Alves em seu Enigma da Religião (1975) diz com acerto:"A intenção da religião não é explicar o mundo. Ela nasce, justamente, do protesto contra este mundo descrito e explicado pela ciência. A religião, ao contrário, é a voz de um consciência que não pode encontrar descanso no mundo tal qual ele é, e que tem como seu projeto transcendê-lo".
O que transcende este mundo em direção a um maior e melhor é a utopia, a fantasia e o desejo. Estas realidades que foram postas de lado pelo saber científico voltaram a ganhar crédito e foram resgatadas pelo pensamento mais radical inclusive de cunho marxista como em Ernst Bloch e Lucien Goldman. O que subjaz a este processo é a consciência de que pertence também ao real o potencial, o virtual, aquilo que ainda não é mas pode ser. Por isso, a utopia não se opõem à realidade. É expressão de sua dimensão potencial latente.
A religião e a fé em Deus vivem desse ideal e desta utopia. Por isso, onde há religião há sempre esperança, projeção de futuro, promessa de salvação e de vida eterna. Elas são inalcançáveis pela simples razão técnico-científica que é uma razão encurtada porque se limita aos dados sempre limitados. Quando se restringe apenas a essa modalidade, se transforma numa razão míope como se nota em Dawkins. Se o real inclui o potencial, então com mais razão o ser humano, cheio de ilimitadas potencialidades. Ele, na verdade, é um ser utópico. Nunca está pronto, mas sempre em gênese, construindo sua existência a partir de seus ideais, utopias e sonhos. Em nome deles mostrou o melhor de si mesmo.
É deste transfundo que podemos recolocar o problema de Deus de forma sensata. A palavra-chave é abertura. O ser humano mostra três aberturas fundamentais: ao mundo transformando-o, ao outro se comunicando, ao Todo, captando seu caráter infinito, quer dizer, sem limites.
Sua condition humaine o faz sentir-se portador de um desejo infinito e de utopias últimas. Seu drama reside no fato de que não encontra no mundo real nenhum objeto que lhe seja adequado. Quer o infinito e só encontra finitos. Surge então uma angústia que nenhum psicanalista pode curar. É daqui que emerge o tema Deus. Deus é o nome, entre tantos, que damos para o obscuro objeto de nosso desejo, aquele sempre maior que está para além de qualquer horizonte.
Este caminho pode, quem sabe, nos levar à experiência do cor inquietum de Santo Agostinho:"meu coração inquieto não descansará enquanto não repousar em ti"
A razão que acolhe Deus se faz inteligência que intui para além dos dados e se transforma em sabedoria que impregna a vida de sentido e de sabor.
Autor: Leonardo Boff
Fonte: Texto Recebido por e-mail
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
FELIZ ANO NOVO!
Para começarmos o ano com muito amor, paz e prosperidade!
Salve Salve os homens de BEM!
O Pai-Nosso é sem dúvida alguma o mantram mais utilizado pelos cristãos principalmente nas situações onde se quer a paz, quando há dificuldades na vida, nos momentos de medo e por outras diversas situações.
Segue abaixo uma possível tradução do Pai-Nosso do original em Aramaico e também de uma parte das Bem Aventuranças. Nós percebemos na mesma uma tradução bem diferente e isso pode ser por interesses obscuros da Igreja Romana. Utilize essas traduções para reflexão, mais em suas orações poderá continuar com as mesmas em português, pois lhe foram ensinadas assim desde muito cedo, e portanto estão pulsando em seu inconsciente.
Otávio Leal
Texto extraído do livro "Orações do Cosmos"
Ed. TRIOM
Autor Neil Douglas - Klotz
O PAI NOSSO EM ARAMAICO
Abwun d’bwashmaya
Nethqadash shmakh
Teytey malkuthakh
Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya aph b’arha.
Hawvlan lachma d’sunqanan yaomana.
Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykana daph khnan shbwoqan l’khayyabayn.
Wela tahlan I’nesyuna
Ela patzan min bisha.
Metol dilakhie malkutha wahayla wateshbukhta
l’ahlam almin.
Ameyn
PAI NOSSO
(Uma Possível Tradução do Aramaico)
Ó Força Procriadora! Pai-Mãe dos Cosmos,
Focaliza Tua Luz dentro de nós, tornando-a útil.
Creia Teu reino de Unidade, agora
O Teu desejo Uno atue então com o nosso, assim como em toda luz e em todas as formas.
Dá-nos todos os dias o que necessitamos em pão e entendimento.
Desfaz os laços dos erros que nos prendem, assim como nós soltamos as amarras com que aprisionamos a culpa dos nossos irmãos.
Não permitas que as coisas superficiais nos iludam
Mas liberta-nos de tudo o que nos detém.
De ti nasce toda vontade reinante,
o poder e a força viva da ação,
A canção que se renova de idade
a idade e a tudo embeleza.
Verdadeiramente - poder a esta declaração -
Que possa ser o solo do qual cresçam
todas as minhas ações:
Amém
As Bem-Aventuranças - Versão Bíblica
Bem-aventurados os pobres de espírito: porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram: porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os mansos: porque eles possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça: porque eles serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos: porque eles alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração: porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacíficos: porque eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça: porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, e vos perseguirem, e disserem todo o mal contra vós, mentindo, por meu respeito.
Folgai, e exultai, porque o vosso galardão é copioso nos céus: pois assim também perseguiram os profetas que foram antes de vós.
(Mateus 5:3-12)
UMA NOVA TRADUÇÃO DO ARAMAICO
Afinados com a Fonte são aqueles que vivem respirando Unidade; o seu "eu posso" está incluído no poder divino. Abençoados são aqueles que se encontram em tumulto emocional; eles serão unidos internamente pelo amor.
Saudáveis são aqueles que tornaram flexível a rigidez interior; receberão o vigor físico e a força do universo. Abençoados são aqueles que têm fome e sede de justiça física; eles serão cercados pelo que é necessário para sustentar seus corpos. Abençoados são aqueles que de suas entranhas dão à luz a misericórdia; sentirão que ela os enlaça em seus braços calorosos.
Alinhados com o Uno são aqueles cujas vidas irradiam do âmago do amor; verão a Deus em toda parte.
Abençoados são os que semeam paz em cada estação; serão chamados filhos de Deus. Bençãos aos que são deslocados por causa da justiça; a dimensão do universo proverá seu novo lar. Renovação quando fordes repreendidos e afastados pelo clamor do mal em todos os lados, por minha causa... Então, fazei tudo ao extremo, inclusive
deixar que o vosso ego desapareça, pois esta é a maneira secreta
de reivindicar a expansão da vossa morada no universo.
Pois assim envergonharam os que vieram antes de vós:
Todos aqueles que, extasiados, disseram coisas inspiradas - que produzem no exterior o que o espírito lhes deu no interior.
PAZ e LUZ!